sábado, 4 de outubro de 2008

"Mais coisas voando no céu e rastejando na terra do que sonham os programas genéticos e os fatores ambientais"

Lançamento do Biologia da libertação na Travessa - 25/10

25 de outubro é o lançamento do livro Biologia da libertação: ciência, diversidade e responsabilidade (Mazza edições, 2008), no Café da Travessa Livraria. O livro reúne 19 autores - entre biólogos, antropólogos, psicólogos, lingüistas, filósofos, jornalistas, estudantes e artistas - de 7 países, discutindo as muitas faces do biológico: os modos de descrever e as relações que estabelecemos com os objetos naturais. A Travessa fica na Pernambuco, 1.286, Savassi. O evento começa às 10 da manhã, com a presença de alguns dos autores. Apareça, como uns quitutes e (quem sabe?) leve sua libertação pra casa.


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

para Darcy


Roma lagu tropico de mel, Leme doci portugal amor
George Cardoso e Beto Vianna

Um quase preto, talvez quase branco
Um brasilíndio hipermoderno franco
Desafricanizado gasto, catequizado mairun
Peró guerreiro santo pintado de urucum

Bantumineiro, iorubaiano,
Pernambucaboclo luso-montesclareando
Da nêga remestiça raça baticum
Universo aberto pra quem é nenhum

E nessa terra de brasis, quem diz, quem diz
Que o loiro-aço não veio da África?
E que o nego mina de cabelo maxakali
Não é irmão mais velho do verde-vermelho guarani...

E pro moinho cultural, eu também vim,
Moer o fazimento do meu degredo daqui, Darcy,
Bebendo a loucura da redenção em cauim
O banzo bate forte nas peles trançadas por mim

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Chuva em dois bairros



Chuva cortando as calhas do som
pede outro jeito
- não te escuto, te importa?

Corte encalhado soando na chuva
jeitoso em teu pedido
- me importo contigo, me escutas?


se os pingos me furam das gotas da chuva
se soam trovões de espaços noturnos
é porque a chuva me embrulha serena

sem pena da falta que eu sinto da tua
e embora carente do teu gosto longe
me deixo molhar pela ausência pequena

que teu logo corpo me encontra criança
de plúmbea palheta sem som só inteira
de pele, dolor e de chuva e de cheiro
que é llena em mim mesmo a tua presença

Nem todo viado é surdo 1

Nem todo viado é surdo 1

Nem todo viado é surdo 2

Nem todo viado é surdo 2

Haicai (do Conde Arthur)

No branco da paz,
giram, turbinadas
as emoções de toda as cores

Mini-hai-cai lógico-matemático

ágora

e/ou

nunc